A Europa debate como recuperar o jovem que perdeu. Outros mercados estão formando esse jovem agora. Para quem acompanha mercados e tendências, isso já era um anúncio desde 2022. Quem entendeu que não se tratava de modismo, mas de mudança de comportamento, já começa a colher resultados. A OIV tem um nome para o que está acontecendo no mercado global de vinho: desconexão geracional. Mas o fenômeno não se limita ao vinho. Ele atravessa todo o consumo de álcool. E os dados de 2025 mostram um quadro mais complexo do que o debate europeu sugere. A proporção de adultos da geração Z que reportaram consumir vinho nos últimos seis meses saltou de 46% em 2023 para 70% em 2025. Não é abandono. É reposicionamento. O desafio não está apenas no público. Está na forma como o produto continua sendo apresentado ao mercado. Brancos e rosés já representam mais da metade do consumo global, segundo a OIV. O vinho tinto recuou cerca de 15% desde o pico de 2007. O branco cresceu 10% e o rosé, 17% desde 2000. O jovem consumidor chegou a essa conclusão sozinho. Em diferentes mercados. E é nesse ponto que o Brasil se torna relevante. O país não está tentando recuperar um consumidor. Está formando esse consumidor. Rosé, branco e espumante dominam a mesa jovem. O tinto encorpado passou a ocupar outro momento. Em 2025, os espumantes brasileiros atingiram 4,5 milhões de caixas comercializadas, crescimento de 8% e novo recorde histórico. Deixaram de estar restritos a datas comemorativas. Passaram a fazer parte do cotidiano. Os espumantes de segunda fermentação cresceram 13%. O consumo se diversifica, com maior presença de estilos como Nature e Extra-Brut. Não é crescimento sem critério. É sofisticação em formação. O mercado brasileiro de vinhos e espumantes faturou R$ 21,1 bilhões em 2025, crescimento de 9%, impulsionado pela premiumização. O consumidor está bebendo menos volume. E pagando mais por garrafa. Esse comportamento não está relacionado à rejeição ao álcool. Está relacionado à escolha. Esse consumidor não rejeita o vinho. Ele rejeita irrelevância. Não quer complexidade desnecessária. Quer viver uma experiência. Não quer protocolo. Quer contexto. Não quer o vocabulário de um crítico distante. Prefere uma linguagem que faça sentido na sua vida, com propósito. A indústria europeia sabe disso. E ainda resiste. O vinho que vai crescer nos próximos anos não será necessariamente o mais premiado. Será o mais relevante para quem ainda está decidindo o que pensa sobre vinho. Essa janela existe. E não vai permanecer aberta por muito tempo. Fontes: OIV 2025, IWSR Drinks Market Analysis 2025, IBRAVIN 2025, Ideal Consulting 2025, Wine Market Council 2025.
Para quem acompanha mercados e tendências, isso já era um anúncio desde 2022.
Quem entendeu que não se tratava de modismo, mas de mudança de comportamento, já começa a colher resultados.
A OIV tem um nome para o que está acontecendo no mercado global de vinho: desconexão geracional.
Mas o fenômeno não se limita ao vinho. Ele atravessa todo o consumo de álcool.
E os dados de 2025 mostram um quadro mais complexo do que o debate europeu sugere.
A proporção de adultos da geração Z que reportaram consumir vinho nos últimos seis meses saltou de 46% em 2023 para 70% em 2025.
Não é abandono.
É reposicionamento.
O desafio não está apenas no público. Está na forma como o produto continua sendo apresentado ao mercado.
Brancos e rosés já representam mais da metade do consumo global, segundo a OIV.
O vinho tinto recuou cerca de 15% desde o pico de 2007.
O branco cresceu 10% e o rosé, 17% desde 2000.
O jovem consumidor chegou a essa conclusão sozinho. Em diferentes mercados.
E é nesse ponto que o Brasil se torna relevante.
O país não está tentando recuperar um consumidor. Está formando esse consumidor.
Rosé, branco e espumante dominam a mesa jovem. O tinto encorpado passou a ocupar outro momento.
Em 2025, os espumantes brasileiros atingiram 4,5 milhões de caixas comercializadas, crescimento de 8% e novo recorde histórico.
Deixaram de estar restritos a datas comemorativas.
Passaram a fazer parte do cotidiano.
Os espumantes de segunda fermentação cresceram 13%.
O consumo se diversifica, com maior presença de estilos como Nature e Extra-Brut.
Não é crescimento sem critério.
É sofisticação em formação.
O mercado brasileiro de vinhos e espumantes faturou R$ 21,1 bilhões em 2025, crescimento de 9%, impulsionado pela premiumização.
O consumidor está bebendo menos volume.
E pagando mais por garrafa.
Esse comportamento não está relacionado à rejeição ao álcool.
Está relacionado à escolha.
Esse consumidor não rejeita o vinho.
Ele rejeita irrelevância.
Não quer complexidade desnecessária. Quer viver uma experiência.
Não quer protocolo. Quer contexto.
Não quer o vocabulário de um crítico distante. Prefere uma linguagem que faça sentido na sua vida, com propósito.
A indústria europeia sabe disso. E ainda resiste.
O vinho que vai crescer nos próximos anos não será necessariamente o mais premiado.
Será o mais relevante para quem ainda está decidindo o que pensa sobre vinho.
Essa janela existe.
E não vai permanecer aberta por muito tempo.
Fontes: OIV 2025, IWSR Drinks Market Analysis 2025, IBRAVIN 2025, Ideal Consulting 2025, Wine Market Council 2025.