O acordo UE-Mercosul foi formalizado em 2026. Ainda assim, parte das empresas europeias segue tratando o Brasil como mercado de teste.
O problema não está nos dados, mas na leitura.
O Brasil é uma das maiores economias do mundo e o principal exportador de café. Em 2025, exportou para 121 destinos e atingiu US$ 15,6 bilhões com menor volume. Esse movimento indica ajuste de posicionamento: quem compra, compra melhor; quem vende, escolhe com mais critério.
O acordo não criou essa dinâmica. Apenas confirmou.
O que muda é o custo de entrada. O que não muda é o tempo necessário para construir presença real.
Entrada não equivale a presença. Redução tarifária não substitui distribuição qualificada, leitura regional ou consistência de marca. Sem esses elementos, o acesso tende a se diluir ao longo do tempo.
O Brasil opera com múltiplos mercados dentro do mesmo território. Diferenças regionais, canais híbridos e um consumidor mais seletivo exigem coerência estratégica. Origem, por si só, não sustenta posicionamento.
Enquanto parte do mercado ainda avalia, outros já foram integrados à decisão do consumidor.